quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Nunca sei...

12.8.15
Se vens aí espreitar. Por isso, as vezes esqueço-me de te vir mandar recados. 
Estou a fazer saias! Olha, que lindas são (digo eu que sou vaidosa)!
O que achas?

sábado, 8 de agosto de 2015

Ainda de riscas... Still IN stripes.

8.8.15
Disponíveis agora em vermelho, basta dares a altura da perna que trato do resto.
Custam 40€ mais 5€ de portes. Se estas interessada, apressa-te, porque só tenho dois pares! 
Diz lá que não são giras?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Riscas. Stripes.

24.7.15
Sou só eu que não resisto a riscas?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Da amizade e do tempo!

21.7.15
Uma mão cheia de conchas, é o que é a amizade, que é como quem diz, uma mão cheia de tempo.
Estas conchas vieram do Brasil. Foi uma amiga quem me deu, numa viagem qualquer que fez, e na altura, lembro-me bem, trouxe até muitos outros presentes, mas este foi aquele que guardei com mais cuidado. Eram, e são, o tesouro.
Não custaram dinheiro. Zero. Custaram algo muito mais precioso. Tempo. 
E esta amizade já levou pancada da séria. Acreditem. Mas, tal como as coisas que valem realmente a pena, ao invés de quebrar, tornou-se mais forte. 
Já lá vai o tempo, digo eu, que eu tinha tempo para fazer partidas, enviar correio, encher de mimo os meus amigos.,, vai? Claro que não vai. Eu não tenho nem mais nem menos tempo. Tenho o mesmo. E o tempo, é o nosso bem mais precioso? Claro que não. Os amigos é que são. Por isso, deixa-te de tretas Zelia. Toda a gente sabe que quando queremos, dois minutos chegam para telefonar, para colar um selo, para deixar duas palavras num email. Tomas café de manhã com um amigo, e empurras o tempo um bocadinho. Trabalhas a correr, mas sorris e dás abraços devagar.
Quase parece que estou a ficar mole! Tudo para dizer, a ti, e a ti, e a ti, é tão bonito haver dias marcados, parece que foi ontem, o dia da amizade. Mas o hoje é que conta sempre. Não digas "um dia destes vamos beber café", "um dia destes vamos ao cinema", faz isso hoje. 
"Someday" NEVER comes!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Alice's very first pair of Red shoes!

14.7.15

Suponho que não há nada a fazer, quando a tua filha de 4 anos se apaixona por um par de sapatos, e com cara suplicante te pede: mãe, por favor, eu não tenho umas sabrinas.
Não sei se está no sangue das mulheres, mas vamos lá alimentar este sonho tão fácil de realizar! Se conseguir ensinar-lhe como agarrar os outros sonhos que valem mesmo a pena, não serão uns sapatos que a tiram dum bom caminho.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Os homens também querem ser mães.

7.7.15

De há umas semanas para cá dois homens diferentes me confessaram o desgosto que tinham de não  ser pais. Acho que nunca tinha realmente parado para pensar que a ideia de maternidade, também existe dentro do homem, e digo maternidade porque quando dizemos paternidade não me parece que seja associada ao desejo de ter um Bebé, mas mais nas outras tarefas todas do pai. Aliás, acho que ainda há muitas mulheres que olham para o pai da criança como o tipo que fuma o charuto no dia do parto, e outras acham até que é um ser supérfluo em todo o processo. 
Ainda esta semana  me contaram que o pai de um Bebé não pode acompanhar o trabalho de parto; já nem falando na crueldade que é para uma mulher estar ali horas a fio sozinha (e note-se, eu sei que conseguimos sozinhas, mas...) e no facto de por lei existir esse direito, Quem disse que para um pai não é importante? Ele também tem direitos, não? Ele também quer estar presente, ter a certeza que está tudo bem, e ver quando o bebê nasce, não? 
Aquele Bebé também é parte dele.
Ninguém gosta muito daquela velha ideia de um casal ser como UMA só pessoa, mas, na maternidade devíamos sim ser como uma só pessoa e ter exatamente os mesmos direitos. Digo eu, que até acho muito reconfortante os filhos ficarem (quase sempre) com a mãe, em caso de separação, e todo esse blabla. Afinal, embora seja a mulher que carrega, não foi ela que o fez sozinha e aquela criança não é exclusividade dela.
Acho que fiquei chocada. Enquanto ouvia aquele homem chorar porque não tinha filhos, abri os olhos para ver que nunca na vida tinha pensado nisso. Shame on me. 
E deparei-me com o mesmo tipo de desgosto e incapacidade, que qualquer mulher que quer e não pode ter filhos têm, agravada, com o facto de não ser suposto aos homens nestas condições irem abaixo. Chorarem. Terem essa vontade dentro tão marcada como qualquer mulher. 
De repente pensei em todas as coisas estupidas que as pessoas dizem as pessoas quando elas não têm filhos. Aos homens normalmente em forma de piada. Nunca pensamos. Esquecemos-nos que mais do que ser homens ou mulheres, mães e pais, somos apenas gente. Mamíferos. Ah, pois é, humanos, se bem que as vezes, não parece!
Quando ele se foi embora pensei que devia ter pedido desculpa. Desculpa de nunca ter reparado que ele também era gente que se calhar precisava de um abraço. Afinal eu sou Doula! Onde é que eu andava com a cabeça?!
Os homens também sentem todas estas coisas, ainda bem que são um bocadinho mais controlados que nós, que não sabemos o que fazer com tanta hormona, mas também é bom que nos contem, que nos digam e relembrem que, os homens também querem ser "mães". Muitos deles, são mais mães que muitas que detém esse nome. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ideias tentadoras! (Não estou a brincar às costureiras)

23.6.15
Há cerca de três anos que ando de volta dos "trapos". 
Acho que muitas pessoas pensam que fiz isto a vida toda, ou seja, que nunca tive um emprego a sério, desses que se vive atrás de um ecran e com um telefone na mão. Um emprego onde eu trabalhava 8 horas por dia a fingir que era uma mulher má e séria, a pedir dinheiro aos clientes e a adiar pagar aos fornecedores. 
Não falava disso aqui, assim como não falo de pormenores da minha vida. Eventualmente posso dizer uma graça dum filho, colocar uma fotografia, mas sim, acho que algumas coisas não são para expor. Quando leio blogues de outras pessoas das quais não conheço a realidade, também me parecem, tal como alguém já disse de mim, alguém inacessível. Depois um dia conhecemos essa pessoa pessoalmente, tomamos consciência de como a vida dela também não é perfeita, de como também é frágil, ou como uma dessas uma vez me confessou: é claro que não vou dizer no meu blog que choro quase todos os dias.
Quase todas as semanas recebo mensagens de pessoas que me admiram. Admiram a minha coragem. Admiram que faço o que gosto. Que luto. Admiram as ideias que tenho. Perguntam, como é possível que tenhas sempre tantas ideias. Esta semana, duas disseram que eu era a tentação delas.
É claro que gosto. Gosto que me admirem. Se eu for uma infeliz ninguém vai querer comprar o que faço. Mesmo que nalguns dias eu seja de facto, uma fraude.
Qual coragem? Eu fui despedida. Tenho dois filhos. Na minha idade, não vai ser fácil eu ter um emprego. E sim, tenho muitas ideias. Não sei de onde elas vem. As vezes sinto-me uma hiper-activa. As ideias não me vem duma tranquilidade ou duma genialidade. Não estou a saltitar pelo Ateliér de sorriso no rosto em câmara lenta; é mais uma espécie de frenesim, mesmo sentada, duma cabeça a andar à roda, de noite e de dia a pensar, MAS O QUÊ???? o que raio vou fazer que as mulheres queriam comprar hoje para meter comer na mesa Amanhã??? 
Porque eu não vou contar aqui o que a crise fez à minha vida. Não é preciso. A crise fez isso à vida das pessoas no geral. Nem vou contar, mas posso dar um lamiré, dos altos e baixos que tem o meu humor bailarino. 
E sim, como a maior parte dos artistas, tenho dias, ou horas ou momentos em que sou sorridente e bem disposta, para quando fecho a porta que me separa das pessoas lá fora, ter de abrir os braços para impedir as paredes de se fecharem sobre as minhas ideias.
As minhas ideias, gosto de pensar que vem das coisas que vivo, ou vivi, do Olá do vizinho do bairro, do gesto bonito que alguém teve, das flores da praça, e, essencialmente de ter passado anos do outro lado, a comprar coisas na internet porque tinha dinheiro. 
Eu sei o que eu gostava de comprar, e faço. 
O meu trabalho ainda ê atender clientes. E gosto. Mas alguns clientes ainda não me levam a sério. Acham que estou a brincar. Acham que estou como quero. Algums acham até que não preciso trabalhar. Mas ser a tua tentação dá trabalho. Adivinhar o que te vai fazer querer, em que cor.
Faço para ser a tua tentação. Porque se não for a tua tentação, na minha casa não há PÃO!