(Thank you R for the photo)
segunda-feira, 23 de maio de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Mulher
7.3.16
No outro dia conversava contigo, lembras? Sobre isto. Lembrarmo-nos. Termos tempo. Fazer-mos as coisas que gostamos. E dizias-me, que às vezes esquecias-te.
Esquecemo-nos. Andamos a correr. Os empregos e ateliers. Os miudos. Tomar conta de coisas. Responsabilidades.
Chegamos a casa. Ha coisas para arrumar. Gente para alimentar. Esquecemo-nos dos "rolos no cabelo" ou pior, esquecemo-nos de por os "rolos no cabelo"; falo por mim, só ha umas semanas comprei uma escova. Compro cremes que nunca uso. Alguem deve gostar muito de mim lá em cima, que a minha cara e o resto ainda não descaiu sabe-se lá porque estranho milagre, aos 46 anos. Esqueço-me dos cremes. De por aquelas máscaras verdes que se veem no cinema.
Também é certo que pouco arrumo a casa. Não sei o que faço a esse tempo, ah, espera, há uma coisa que faço, tomar banhos de espuma e comer batatas fritas, disse-te?
Não faço muitas coisas para ser mulher, há coisas que não gosto, coisas que acho não preciso, mas confesso-te que tenho uma queda por roupa interior bonita, e acho sempre que não importa se de facto as outras pessoas veem, o que nós gostamos é que vale.
Mas eu tambem me esqueço, era isso que te queria dizer. E não podemos. Mesmo se formos mães ou tivernos muito trabalho ou isto ou aquilo. Só uns minutos vá, para honrar as que não se podem dar ao luxo de ser mais mulheres.
E quem diz estas coisas "futeis" diz todas as outras, reclamar cada dia pelo que precisamos, ou queremos, exigir. SER.
Amanhã é novamênte o dia da mulher. Ja sabes que odeio. Odeio que ainda seja preciso, francamente que pensei que quando chegasse a esta idade já não fosse preciso. E o dia da mulher não é sobre coisas pequenas como batons, e saltos altos ou escolher andar descalça ou nua.
Mas tambem é. Não é?
Olha-te ao espelho.
Olho-me ao espelho.
Sou uma. A cada dia que passa o meu rosto vinca. O meu feitio vinca.
Sou uma. Nalguns dias preciso que me lembrem, que me digam que sou bonita, inteligente.
Mas cá dentro seja ou não, eu lembro-me mais vezes do que me esqueco.
Gosto de ser uma, e não trocaria, a não ser, talvez que não pudesse, como muitas ser apenas ELAS MESMAS.
Por isso, lembrei-me destas palavras da Clarisse. Acho sempre que ao ler estas palavras me sinto ainda mais mulher.
" pareceu-lhe então, meditativa, que não havia homem ou mulher que por acaso não se tivesse olhado ao espelho e não se surpreendesse consigo próprio. Por uma fracção de segundo a pessoa se via como um objecto a ser olhado, o que poderiam chamar de narcisismo mas, ja influenciada por ulisses, ela chamaria de:gosto de ser."
Agora vá, ja sei que ha coisas mais importantes para pensar e fazer, para quando a minha filha for um pouco mais velha, não receba mensagens no telemovel a dizer que amanhã se vai jantar fora. Afinal ainda nao perdi a esperança que, um dia, não seja preciso.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Aprender quando se ensina.
2.3.16
Sempre que ensino, aprendo.
Perguntei se sabiam o que era a palavra portuguesa para "tricot", era malha. sabiam.
Expliquei duas vezes a uma crianca de 6/7 anos como se tricotava e ele aprendeu na hora.
Os meninos da sala, tanto quanto as meninas, queriam experimentar.
Um deles chegou a casa e pediu à mãe umas agulhas, e alguém lhe deu umas. Porque afinal, quando somos assim como estes meninos, ainda não percebemos que os crescidos esperam de nós que nos comportemos como homens ou mulheres, nao entendendo que os verdadeiros homens e as verdadeiras mulheres podem fazer de tudo. De tudo que lhe dê prazer. E no fim, quando a "professora da malha" se vai embora, também é permitido abracar e agradecer.
Sempre que ensino, aprendo.
Há miudos que são mais crescidos aos 6/7 anos, que são depois.
Os miudos, ensinam coisas, nós só precisamos ouvir, e aprender!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
São "só" umas calças velhas?
25.2.16
Eu sei que são apenas umas calças velhas. Mas pediram-me para lhes dar uma nova vida e olhem que tem dado trabalho. Ainda ontem este mesmo "remendo" da foto era outro, e acreditem que tirar zigzag dá mesmo dor de cabeça. A questão é, ainda que possa não estar perfeito, se eu não gostar de alguma coisa, por muito que me digam que está bom, não consigo. Sei que as pessoas fazem as coisas como fazem. Que ha coisas que chegam, que há quem se satisfaça com menos. Mas, e se fores como eu entenderás, perseguir, conseguir, satisfazer o teu proprio ego, é, no final o prémio que buscas alcançar. Seja num livro, num desenho qualquer, numa fotografia, ou até num par de calças de uma amigo, que provavelmente se vão desfazer da primeira vez que as vestir.
Entendes?
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Old pants make new skirt!
26.1.16
Há uns tempos atrás o Romeu trouxe-me umas calças em muito mau estado para eu modificar e tornar novas. Confesso que estão aqui encostadas. Estavam à espera de inspiração.
Com todo este zum-zum do livro nem tenho tudo tempo de me sentar a costurar, mas senti essa necessidade e hoje tive mesmo de fazer uns pontos ou dava em doida.
Rebusquei no armário e encontrei umas calças velhas que não usava porque não gostava de me ver com elas. E este foi o resultado. O que acham? Tenho a certeza que vou usar a saia muito, muito. Gosto mesmo dela!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Don't call it a dream, call it a plan!
15.1.16
Não sei ainda o que sinto. Ainda nem tive tempo de parar para pensar. Dois anos. Dois longos e rápidos anos. Nunca tinha pensado escrever um livro. Nunca tinha pensado o trabalho que dá. Que não o consegues fazer sozinha. Que nunca consegues agradecer o suficiente as pessoas que acreditaram.
Lembro-me apenas que quando me convidaram eu decidi que ia simplesmente fingir que sabia o que estava a fazer. Como se fosse um teatro.
E olha! Parece que fiz. Se fiz bem ou mal, isso são os outros que decidem.
Hoje está à venda. Por aí, numa livraria perto de ti!
Não sei já se o tricot é uma terapia. Durañte dois anos ele foi um trabalho, nada zen, nada tranquilo.
Ainda assim, se com estes dois anos do tricot ter deixado de ser uma terapia para mim, façam que ele seja uma terapia para alguém,
terá certamente valido a pena!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Na retrosaria, mais uma vez.
16.12.15
E vai ser bom, os meus colegas são excelentes. Vale mesmo a pena ir lá conhecer, sorrir, trocar umas palavras!
Apareces?
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