quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Coisas simples, como o riso!

24.9.14


As vezes propõe-te um trabalho que aceitas sem pensar. Aceitas porque é simples, e dizes, faço isso! Faço isso num instante.
Depois, olhas e precisas disto, e daquilo. O tecido não está certo, precisas de colar, de coser uma costura que a tua maquina não tem, e tens de ir comprar uma outra máquina e precisas de colar mais coisas e o trabalho simples, divertido, nem tem nada de simples nem de divertido, e depois choras. Entras em pânico porque o trabalho tem um dia para entrega, porque disseste que o fazias é por isso tens de fazê-lo bem, tem de ficar perfeito. E os dias passam e os dias somam duas semanas. E tinhas a casa cheia de batas, muitas batas brancas e caretas engraçadas e nada daquilo de dava vontade de rir.
Depois pensas que "The show MUST go ON" porque há crianças que precisam rir. E então, já não importa que tenhas feito todo aquele trabalho a chorar, porque te focas no riso delas, que é o pagamento, e fazes. Fazes o melhor que podes. Depois vês as batas vestidas nos rostos por detrás das caretas. E também te ris. Porque este trabalho te fez feliz. E nem sempre o caminho o é mas o riso tem de ser sempre
Fácil e Simples!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O meu amor NÃO é cego!

22.9.14

Tenho duas pessoas que me acusam. Um diz que não gosto do meu filho tanto quanto gosto da minha filha, porque tiro muitas fotografias dela. E poucas dele. Outra diz que gosto mais dele. Que digo dela: é impossível de aturar. Que coitadinha dela, que é tão gira.
Eu tenho dois filhos, não sei gostar mais de um do que de outro, se soubesse, talvez fingisse que gostava dos dois de igual modo. Mas isso existe? Gostar mais de um que de outro? 
Eu tenho dois filhos. O amor que uma mãe tem por um filho, pelos filhos (ok, vou ser piegas) não tem tamanho, não tem descrição. Tal como certamente de um pai. 
Mas consigo olhar, ver os defeitos, e amar apesar deles. Ora não fosse assim, não faria sentido. 
Eu consigo ver os defeitos dos meus filhos. e o meu filho sempre foi um doce. Impomos uma regra, ele segue-a. Reclama, opina, mas segue-a. Respeita os outros. Sempre respeitou. Espera a sua vez. Nao bate a ninguém. Não mente. Não gosta de fazer os TPC. 
A minha filha é de facto uma querida. É linda, e uma querida para todos, menos para mim, nao me dá um beijo. Acorda pela manhã é a primeira palavra que diz é "não"! Grita, barafusta, e não, não sai à mãe. Tem "mau feitio" e a mãe se calhar também tem, mas não somos iguais. Pontapeia, bate, é teimosa e nem quer saber do que os outros dizem, e provoca. Diz, não te posso dar um beijo, e dá a qualquer pessoa... E para além disso, mente.
E não me venham dizer que é da educação que lhe dou e blablabla.
Há milhares de blogs de maternidade, para ser sincera, tenho pouca paciência para eles. Mães que querem ditar regras, mães que contam as vezes que os filhos fizeram cocó, mães que aconselham, que ditam a moda, a maior parte deles acho um disparate. Mas se calhar precisam.  Cada mãe age como acha que deve, como pode, como consegue. 
Quanto a mim, vou continuar a tirar fotos à Alice e ao Rafael só quando ele deixa. Atê que ele mude.
e vou continuar a dizer que a Alice é impossível de aturar, porque (impossível, impossível não é, mas anda lá muito perto), até que ela mude.
Isso não significa que não goste dos dois. Significa só que eu faço o que posso nuns dias, o que quero noutros, e que sou EU é Eu vejo os meus filhos como eles são, por muito que goste deles!
E não, não acredito que o amor seja cego.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu sei que não venho aqui actualizar isto....

9.9.14
Mas estou a fazer muitas boinas destas... E podes vê-las e acompanhar-me aqui!

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Burel, meu amor!

5.9.14

Desde o ano passado que ando às voltas com este molde. Não é fácil fazer um boné que assente bem num ele e numa ela. Não tenho um modelo aqui ao jeito, mas a ver se do fim de semana não escapa!
Feito em burel, o meu "tecido" favorito para qualquer inverno. Português e perfeito!
Que me dizem?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Um livro à quarta. A book for wednesday!

3.9.14

A começar....
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Just starting...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Trabalho por conta própria e descanso não co-existem!

22.8.14

Desde que faço "disto" que as pessoas sorriem quando digo o que faço, e dizem coisas como: estás como queres, cobras o que queres, crias o teu horário...
Confesso que saí agora de dois trabalhos estranhos um que tem só a ver com palavras, e outro que me deu tanta dor de cabeça, choro, que se não fosse dos sorrisos que hão-de nascer dele, não teria válido a pena.
Ontem tive um dia de férias, o primeiro e único do ano. Fui a praia mas não descansei.
Acho que  sempre que termino um trabalho "grande" me sinto perdida, com medo do amanhã, de não estar a tomar decisões certas, mesmo que, todo o meu trabalho não tenha sido fruto das minhas decisões, mas aquilo que a vida me deu.
E eu não me estou a queixar. Estou apenas a falar comigo mesma. 
Na verdade as pessoas que são "patroas" de si mesmas, que criam os seus trabalhos, os seus horários, nem nunca dependem de si mesmas, nem tem horários. Dependem do seu trabalho, e dependem dos outros que acreditam.
E amanhã, vais acreditar como acreditas hoje? Ou vais dizer, olha, foi-se embora, desistiu. 
Trabalhar por conta própria é lutar todos os dias, e de noite, quando te deitas, ficares a magicar, o que raio faço amanhã que mantenha as pessoas aqui.
Tanta conversa dizes tu, e na realidade só te queria apresentar esta, a da foto. Passei o dia a arrumar o ateliêr para ter espaço para ela. Foi o passo que dei em dois minutos que entrei na loja das máquinas de costura... 
Se vou lutar, continuar a lutar, preciso de armas.
Se vou ficar, de pé fincado, não estará levantado contra a mesa tão cedo. 
A outra chama-se Nina, o ferro Guido, e esta, como a vamos chamar?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Um livro à quarta -- a book for wednesday

20.8.14
Muitas vezes, quando preciso ausentar-me... 
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Many times when i need to get away...
Vou por este caminho.
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I go This way.