segunda-feira, 26 de junho de 2017

Defying gravity

26.6.17

Seja lá o que for que faças na vida, que não encaixe no comum, ainda que eu não saiba o que é "comum" (que hoje em dia sobreviver é já incomum), a sensação que eu tenho é que estamos a remar contra a maré. Se por um lado és audaz, quem disse que não é apenas medo? És corajosa ou tens apenas pavor de ficar sentada sem ideias ou recursos?
Estar como quero não é sequer um estado. Toda a gente sabe que essa coisa da felicidade nem existe, vemos isso a cada diz quando abrimos os olhos e depois desfolhamos um qualquer jornal. Hoje vou ser "famosa" 5 minutos e amanhã vou ter de correr para ter outra ideia qualquer ou...
Escrever livros não estava nos meus planos. 
Escrever livros é mesmo bom, quando eles estão nas prateleiras das livrarias, nas mãos das pessoas, quando estamos a dar autografos e a receber elogios, mas, o medo é que as pessoas podem não gostar, ele pode não chegar aos calcanhares do primeiro, podes ter dado um salto maior que a perna.
Escrever livros, fazer peças "de autor" ter um atelier, é, quase como desafiar a gravidade. E sim, o rush  que se sente é mesmo bom, por causa do medo, de te sentires parvinha quando vais a correr para ver o teu livro numa estante, numa fnac qualquer.
E autografos? Que tolice, no último fiz o disparate de me enganar no nome de uma das pessoas que eu mais gosto no mundo e chamei-a Patrícia, sabe deus porque!?
Mas não vou? Claro que vou.
É no dia 10 de Julho
Pelas 18:30
Na Fnac do Chiado
E sim, quero mesmo que todos estejam lá, pode ser tudo ao monte, de pé, ao encontrão, porque sem voces, não vale memso a pena saltar.
Mais, este livro que tenho na mão é para os meus queridos modelos autografarem. Sim, a Vânia, a Sara, a Maria Mar, a Maria João, a Alice, o Daniel, a Cristina, a Tânia, o Luís e o Romeu.
Sem voces este livro não seria tão bonito. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A razão pela qual...

14.6.17

Eu não faço mais roupa de homem, é que eu penso que a roupa de homem ou fica perfeita, ou pode ir para o lixo. Um homem com uma roupa mal amanhada é tudo menos cool.
Assim sendo, tem de ficar perfeito.
Ora tenho o linho perfeito.
Tenhos os botões perfeitos. 
A tesoura perfeita.
Falta atinar com o molde.
Falta todo o resto.
Que te parece?

domingo, 11 de junho de 2017

Para ti, o meu novo livro #happybirthday

11.6.17

Um dia entraste no meu atelier e pediste-me para arranjar estas calças. 
Quando olhei para elas, pensei que não tinham salvação. Eu não gostava nada de "arranjar coisas". Gostava de fazer coisas de raíz. 
Mas tentei. Disse muitas asneiras, mesmo aquela que começa com F. E costurei, refilei, mas no fim, pelo menos ficaram novas.
Depois, trouxeste-me outras coisas para transformar. As calças do teu avô. Coisas especiais às quais querias dar outra vida. 
Penso que desde o dia das calças, fiz aqui um desvio de percurso. E para quem me segue o trabalho, e evidente que os meus valores mudaram. Criei peças mais afectuosas, mais humanas. Passei a preocupar-me mais com o ambiente, com as pessoas que fazem as roupas que visto. Em que condições as fazem? Quanta água se gasta a fazer uma t-shirt? Ganham um salário, essas pessoas, para comprarmos roupa barata de usar e deitar fora no ano seguinte?
E agora reciclo, faço upcycling, ganho a vida com isto. 
As pessoas, os amigos, as pessoas com quem lidamos, ensinam-nos coisas. Aprendemos delas. Aprendemos coisas de nós, que nem sabiamos tinhamos dentro. 
O Filipe Almeida Santos deu-me uma coisa chamada "gang da malha" e sem saber estava a dar-me um livro que eu escrevi chamado "A terapia do Tricot". 
Tu, pediste-me para te arranjar umas calças, deste o nome à minha nova marca, e, alguém achou que isso valia um livro. Sai so no dia 23 de Junho. 
Tambem disse muitas palavras começadas com F. Uma delas é que estou muito FELIZ. 
A Isa disse-me uma vez que tu foste o maior embaixador da Re-uZ, que mais divulgaste, que mais ajudaste, por isso, neste dia em que tu fazes anos, posso contar-te numa espécie de presente, que a primeira frase que escrevi neste livro foi:
"Para o Romeu".
#happyhappybirthdaymydearfriend.

sábado, 27 de maio de 2017

Saying thank you

27.5.17

Ha muitos anos atrás alguém me mostrou um livro que foi dedicado a um tio meu que já faleceu. Contava parte da sua historia. Quando vi aquilo, e, sendo que o meu tio era um homem simples, um homem do mar, achei tão bonito. Nunca esqueci.
Quando escrevi o meu primeiro livro, que não tem claro o peso dum romance, dediquei-o ao Filipe e à Luisa, duas pessoas muito especiais para mim. Tive também cuidado de não esquecer ninguem nos agradecimentos, tarefa impossivel.
Estou neste lugar outra vez. Este livro tambem foi dedicado a alguem de quem gosto muito e que sem querer me ajudou muito. E os agradecimentos são uma longa lista.
Eu sei que fui eu que escrevi e blábláblá. Tambem sei, que nunca devemos deixar de agradecer às pessoas, por nos terem dedicado o seu tempo, sem terem nada em troca.
Sempre que abro um livro são os nomes que eu procuro, os nomes que de alguma forma foram importalizados. Estou a ser dramatica, esta semana tem sido dificil, o meu pai, que tambem foi mencionado nesse livro, faleceu na semana do meu aniversario, ha muitos anos atras.
Espero que numa escala de não romance, esses nomes que ficarão para sempre (ou enquanto haja papel) nas prateleiras das livrarias e das casas, saibam, o quão importantes são para mim.
Agora vou ler mais uma vez, só para ter a certeza.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

48

24.5.17

Fui comfirmar ao cc só para ter a certeza. E sim. Faltam 2 para os 50. De tantas coisas que acho mudaram do lado de fora, as patas de galinha e essas coisas assim, quando me olho nos olhos, sou igual à do fatinho azul petroleo da foto que mostrei há uns dias. Já sou crescida, mas, no dia dos anos, ainda quero os mimos. Ainda quero pensar que todo o tempo que dedico aos outros volte de alguma forma. 
Por isso, este post serve para dizer obrigada. A todos os que tirarem dois minutos para me mimar, para mandar os parabens, dizer que gostam de mim, dar-me força, para me dizerem que mereço o vosso carinho e amor e atenção. Porque não consigo agradecer a todos... Os que amo, os que mal conheço. Obrigada. E agora vou escrever e fazer emendas que tambem eu tenho um presente para acabar.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Waiting/esperar

18.5.17

Há duas coisas para as quais nunca tive jeito. Esperar e trabalhar em equipa. Estar dependente do que os outros tem de fazer. 
Estou por isso, à espera. À espera de aprovar ideias dos outros sobre o meu trabalho. Falta pouco. Esperar, dizem que é uma virtude. 
Não estou curiosamente nem ansiosa, nem nervosa. Eu sei que ficará perfeito. 
E falta pouco. Muito pouco. 
Vai valer a pena. É como diz a amiga da Sónia Sapinho: ter sorte dá muito trabalho. E dá. 5 meses de muito trabalho e muitas horas sem dormir que nunca vamos recuperar (diz a ciência); como diz a Christine, i will sleep when i never have to wake up again. 
Ter filhos, plantar uma árvore, escrever um livro, escrever outro. 
No final, não que não queira que sintam orgulho em mim, no meu trabalho. Mas, acima de tudo, que eu mesma sinta.
Esperar. Mas sempre com as mãos ocupadas.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Afinal, não sei escrever português

10.5.17
              

Muitas vezes as pessoas dizem que dou muitos erros, e é mesmo verdade. Em dias como o de hoje, apercebo-me de facto de como dou muitos erros de gramática, nunca sei onde ficam os acentos. 
Na realidade eu só soube da existência de acentos já tinha 10 anos. Quem me ensinou a escrever português foi a minha mãe. Ela só tem a terceira classe. Foi um grande feito, parece-me.
Eu nasci e vivi no Canadá até aos dez anos, e, por muito que leia, por muito que me esforce, tenho este pequeno senão. Não fica bem nos posts, muito menos nos livros. Gosto muito da minha revisora, porque ela deve ser alguem muito paciente.
Consegues adivinhar quem sou eu na fotografia?